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Roteiro descritivo da trilha do Pico do Baepi: Pega-se a avenida principal de Ilhabela (que é a estrada norte-sul), denominada neste trecho de Avenida Princesa Isabel, seguindo na direção norte (para a Vila). Atravessa-se o movimentado Bairro do Perequê, centro comercial de Ilhabela, e logo depois, a praia de mesmo nome. Passando bem em frente ao píer do Perequê (no final da praia), logo após, a avenida sobe um pequeno morrote; descendo esse morrote, bem à direita, surgirá o restaurante "Deck", e logo depois, uma igreja Assembléia de Deus, cuja fachada é toda em mármore branco e preto. Dobra-se na travessa localizada à direita, antes da igreja, na Rua Araponga; segue-se em frente, subindo a Rua Morro da Cruz (continuação da Rua Araponga); todas essas ruas são pavimentadas com bloquetes sextavados de concreto. Lá em cima, sobe-se a última rua à esquerda, a mais alta desse bairro (e uma das mais altas de toda a ilha), chamada Rua Via Panorâmica. É exatamente do final desta rua (que é sem saída) que sai a trilha do Pico do Baepi. Segue-se em frente, até o ponto onde acaba a subida e a rua faz uma ampla curva, acabando aí a pavimentação com bloquetes sextavados de concreto. Neste local existem umas duas ou três casinhas, e logo atrás, dois grandes cilindros de ferro pintados de branco (reservatórios d'água). Segue-se em frente até o final da rua, em acentuada subida; do lado esquerdo da rua, para quem está subindo, avista-se (na encosta voltada para o mar e ao nível da rua) uma grande casa pintada de amarelo ocre, com uma enorme varanda, portão de ferro e pelotas redondas de pedra encimando os pilares do gradil. Alguns metros depois de passar essa casa, acaba o calçamento de pedras irregulares e o chão da rua se torna de terra batida; mais alguns metros, e chega-se no final da rua, onde à esquerda avista-se a última casa, uma espécie de pequena chácara, com uma cerca viva em volta, e um pequeno portão de madeira, que dá para o final da rua. A trilha, bem nítida, começa ali, imediatamente à direita dessa propriedade. É um caminho direto e sem equívocos, até o cume do Pico do Baepi. Existe uma grande placa de madeira indicativa do começo da trilha do Pico do Baepi (na cota altimétrica de 200 m). Logo no começo, transpõe-se duas pinguelas feitas de tábua; depois, a trilha passa a subir diretamente a encosta, por uns 500 m, no rumo aproximado de 112º E, de forma bem delineada, contando com vários trechos de degraus escavados na terra e bem escorados, com pontaletes de madeira; vencida a acentuada subida inicial, atinge-se um platô com uma placa de madeira bem no meio. Mais à frente, agora no rumo de 90º E, desce-se levemente uma suave depressão, por aproximadamente 500 m, para depois subir um pequeno trecho, rumo à mata fechada. Pelo chão, avistam-se mangueiras de plástico preto, utilizadas em captações rústicas de água potável, diretamente de pequenos riachos localizados em plena mata, em encostas ou grotões fora do alcance da trilha. 10 minutos após entrar na mata fechada, encontra-se o único local onde existe água potável em toda a trilha: uma torneira de plástico, saindo de uma espécie de pequeno "ramal" de uma das mangueiras pretas de captação de água. Essa torneira está imediatamente à direita da trilha, para quem está subindo o pico. Muita atenção, porque este é o único ponto de água existente em toda a trilha! Esse bambuzal é pequeno e não apresenta áreas emaranhadas, sendo de fácil transposição. Agora, pelos próximos 400 - 500 m, o rumo é de 90º E, com a subida se tornando cada vez mais íngreme. O aclive, depois deste ponto, aumenta sensivelmente. De agora em diante, por aproximadamente 500 - 600 m, o azimute é de cerca de 70º E. Depois, há mais uma placa de madeira, esta indicando 850 m de altitude e distância de 500 m lineares do pico. Ocorre que essa placa não está fincada no cume, mas sim num local de mata fechada, semi-enfurnado entre grandes rochas e, portanto, sem qualquer vista da paisagem deslumbrante que pode ser apreciada somente do verdadeiro cume, ainda poucos metros acima (e a 10 minutos da placa)... Uma água suspeita escorre pela rocha (aparentemente, uma incipiente mina d'água), exatamente no degrau, devendo-se ficar atento para não colocar o pé em algum lugar escorregadio. No entanto, é um trecho de fácil transposição, e logo se está subindo uma encosta rochosa pontilhada de vegetação rasteira, arbustos ralos e pequenas árvores retorcidas. E bem à frente, a cidade de São Sebastião, com seu porto e seu enorme terminal petrolífero em formato de "T", com as instalações da Petrobrás ao fundo, no sopé da Serra do Mar (bem mais baixa, neste ponto, que o Pico do Baepi). Ao norte e noroeste, avista-se a esguia enseada de Caraguatatuba e os prédios da praia de Martim de Sá. Bem ao norte, é possível ainda observar todo o longínquo trecho de litoral existente entre Caraguatatuba e Ubatuba, isolado pelo traçado da Rodovia BR 101 (Rio – Santos) e localizado entre as Praias da Tabatinga (Caraguatatuba) e da Cassandoca (Ubatuba), onde se avistam várias praias que podem ser alcançadas apenas por estradinhas de terra e trilhas (Praia da Figueira, Praia da Ponta Aguda, Praia da Lagoa, Praia Brava do Frade e Saco das Bananas). Nas outras direções (leste, nordeste e sudeste), observa-se o complexo montanhoso da Ilha de São Sebastião, recoberto, em sua totalidade, por densa (e praticamente virgem) mata atlântica, constituindo o hinterland intangível da ilha (ao sul, avista-se o Pico de São Sebastião, o mais alto de toda a ilha). Não é possível vislumbrar qualquer praia situada "do lado de trás" da ilha, nem mesmo o oceano. |